Conversávamos há algum tempo sobre os mais diversos assuntos. Ambos, eu e essa nova e interessante amiga, somos casados. A confiança foi aumentando, e a conversa um dia, nem sei muito bem como, chegou em sexo. Confessei minhas taras e ela confessou suas realizações. Mas jamais poderia haver algo entre nós dois, as famílias se conhecem e se frequentam, o risco de um envolvimento emocional era muito grande. Sabiamos do nossos limites, apesar do óbvio tesão de parte a parte.
Mas quando se trata de tesão, manter os limites estabelecidos é uma tarefa para a qual poucas pessoas estão de fato preparadas, e mesmo assim correndo o sério risco de um arrependimento doloroso. Que mal há? Um dia, porém, no MSN, depois de vários rodeios, ela então tomou coragem e perguntou se eu queria realizar meu sonho. “Sim, quero, e quero com você.”
Marcamos uma quarta-feira, no meio do dia, na casa da amiga dela. Passei o dia inteiro fervendo de tesão. Na hora marcada, nervoso, excitado, febril, compareci no endereço que ela havia determinado.
Toquei a campanhia, abriram a porta e fui recebido por ela com dois beijinhos pudicos, como se estivessemos nos encontrando numa mesa de restaurante cheia de conhecidos. Ela, que vestia um vestido cinza até o joelho, me levou pelas mãos e pediu para que eu sentasse numa poltrona, tudo com muita delicadeza. Sentei. Ela pegou na mesinha do lado dois braceletes de couro forrados na parte interior, me mostrou os bracelentes com um riso tesudo, e me prendeu os dois punhos nos braços da poltrona: “Fica aqui…já volto….”, e me deu um delicioso beijo.
Ela entrou num corredor e sumiu. A situação toda, muito improvável considerando a minha caretice, era inacreditavelmente excitante. Meu pau, latejante, doía, forçando a calça do terno e formando um volume indisfarcável. Eu ofegava de tesão. Ela voltou trazendo do escuro do corredor sua amiga, uma loira, grande, de cabelos compridos, com pernas enormes, vestida só com uma camiseta branca que ia até o meio das suas coxas…. nada por baixo, os seios empinados espetando o tecido, o cabelo molhado deixava aquela mancha de água na parte de trás da camisa….
(continua)
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